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>[19.jul.05] Nomes
de Domínio - Brasil poderá
perder registro de atrações turísticas
na Internet
Fonte: Agencia Estado O Brasil terá
de registrar cerca de 89 mil sites até o final
do mês. Isso porque a Icann, empresa nos Estados
Unidos que controla a Internet, estabeleceu na semana
passada um novo nome genérico de domínio,
o ".travel". A denominação será
usada por sites relacionados à promoção
do turismo e deverá ser alvo de interesse de
agências de viagem, hotéis, escritórios
de turismo e mesmo governos que queiram promover regiões,
locais ou culturas de seus países no exterior.
O problema é que a Icann deu até
o final do mês para que o Brasil indique se irá
registrar nomes como Rio de Janeiro, Amazônia,
Bahia, Ipanema e outros tantos nomes de locais turísticos
do Brasil. O governo admite que pode não conseguir
cumprir o prazo e eventualmente sofrer perdas econômicas.
Brasília não está
nada satisfeita com a decisão da Icann, não
apenas pelo prazo relativamente curto que lhe foi dado,
mas porque terá de pagar entre 10 euros e 50
euros por registro. "Ou bancamos esse custo, ou
podemos perder esses nomes para o primeiro indivíduo
que surgir para registrá-los. Ou reservamos o
nome riodejaneiro.travel ou qualquer um pode obtê-lo,
o que geraria uma perda financeira importante para a
promoção do País", afirmou
Rogério Santanna, secretário de Logística
e Tecnologia da Informação do Ministério
do Planejamento.
Antes de inaugurar o domínio,
a Icann preparou listas de nomes e entregou aos países.
No caso da lista brasileira, existem mais de 89 mil
nomes, Corcovado, São Paulo, Manaus e Pantanal.
Outro domínio que será
criado é o .xxx, destinado aos sites pornográficos.
"Por cautela, precisamos também registrar
sites no .xxx", explicou Santanna. Segundo ele,
o registro não seria utilizado, mas evitaria
que um agente privado abra o website riodejaneiro.xxx
que poderia tratar de turismo sexual ou até de
tráfico de mulheres.
Na avaliação de Santanna,
esses problemas em relação aos registros
mostram a necessidade por uma participação
maior dos países nas decisões relacionadas
à Internet e que hoje são tomadas exclusivamente
pela Icann. "São eles que fixam a data e
nós ainda precisamos pagar por essa decisão",
argumentou o secretário.
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