
>[19.abr.05] Direitos
Autorias - Ministro Gil defende as 'indústrias
criativas'
Fonte: O ESTADO DE SÃO
PAULO.
Quanto mais desenvolvido o país, maior o papel
das indústrias criativas (artísticas,
culturais ou tecnológicas) no seu Produto Interno
Bruto (PIB). No Brasil, representa 1%, e, para crescer,
o governo e a sociedade precisam reconhecer sua importância
econômica. O ministro da Cultura, Gilberto Gil,
defendeu essa tese ontem na abertura do Fórum
Internacional das Indústrias Criativas, que termina
amanhã em Salvador, com a participação
de representantes de 15 países. "Alguns
já tomaram essa iniciativa, como a Inglaterra,
desde Margareth Tatcher, e os EUA, cujo PIB, na maior
parte, é formado pelo setor", disse Gil.
O encontro visa a criar o Centro Internacional de Indústrias
Criativas (CIIC), sugerido pela Organização
das Nações Unidas (ONU), para tratar das
questões relativas ao setor: da conciliação
de conflitos às regulações entre
os países e os setores produtivos. "O Centro
beneficia mais os países em desenvolvimento,
onde há muita criatividade, mas dificuldades
para transformá-las em bens econômicos",
explicou o ministro. "As barreiras desse processo
são a falta de investimentos, de reconhecimento
das diversidades regionais e a dificuldade de compatibilizar
interesses locais e nacionais com a voracidade das multinacionais
da cultura."
Gil ressaltou que, embora a criação tecnológica
e a artística tenham regulações
diferentes, ambas devem ser discutidas. "A primeira
fala de patentes enquanto a segunda, de direito autoral,
mas cada vez mais elas se completam e as fronteiras
tendem a desaparecer", alertou o ministro.
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