>[28.set.05] Direitos Autorais - Juiz britânico ouve o testemunho em Cuba sobre o caso de direitos autorais envolvendo a música “Buena Vista Social Club”

Fonte:Associated Press WorldStream via NewsEdge Corporation
Na segunda-feira, um juiz britânico começou a ouvir o testemunho em Cuba de gerações anteriores de músicos e parentes de compositores falecidos para uma disputa de direitos autorais norte-americana-cubana sobre a música do álbum e filme Buena Vista Social Club. O juiz John Lindsay ouviu anteriormente o caso envolvendo as alegações de editoras rivais norte-americana e cubanas sobre os direitos autorais das gravações tradicionais de “son” na Suprema Corte de Londres.

Ele decidiu viajar para Cuba após não conseguir ligações de vídeos a testemunhas na ilha, e advogados do lado cubano argumentaram que seria muito caro e difícil de trazer frágeis músicos de gerações anteriores para Londres.
Lindsay não tem nenhuma jurisdição como juiz em Cuba mas recebeu permissão para vir como um “examinador especial” para ouvir o testemunho, agendado para última quarta-feira.


A audiência diz respeito a um caso teste de 14 músicas. Seus cinco compositores estão todos mortos, mas advogados do lado cubano dizem que seus herdeiros poderiam se beneficiar dos pagamentos de royalties. Parentes assim como músicos, incluindo o compositor Evelio Landa, foram para o banco de testemunhas segunda-feira em um tribunal improvisado em uma mansão antiga que atualmente é um museu na vizinhança de Havana de Vedado. “Esta é uma alegação dos herdeiros, nós somos os parentes dos criadores (das músicas)” disse Este Corona – a sobrinha do compositor Manuel Corona, que faleceu em 1950. Interesse na música cubana surgiu ao redor do mundo seguindo o lançamento do álbum “Buena Vista Social Club” em 1997 e do filme com o mesmo nome em 1999. A editora norte-americana alega que os direitos autorais da músicas, datadas dos anos 1930s, foi ilegitimamente utilizado pelo governo cubano, que tomou o poder na revolução de 1959. Está processando a empresa cubana, Termidor Music Publishers, que procurou registrar-se na Grã-Bretanha como titular dos direitos autorais da música.

A Editora Musical de Cuba – que licenciou os direitos da música para Termidor – argumenta que contratos originais são nulos porque eles foram “barganhas irracionais” não reconhecidas por lei. Peter Prescorr, um advogado britânico atuando para os cubanos, disse em documentos entregues a corte que muitos dos compositores receberam apenas “alguns pesos e talvez uma dose de rum” por seus trabalhos. Peer Internacional disse que royalties foram pagos até a revolução, quando o embargo comercial norte-americano paralisou todos os pagamentos a Cuba. Um tradutor e vários consultores auxiliaram na audiência de segunda-feira. Nem Lindsay nem os advogados falaram a imprensa.

 

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